9 de janeiro de 2022

Campanha de Bolsonaro contra a vacina infantil encobre chuvas e a inflação



O Presidente com seu  governo e aliados engrossaram seus ataques à vacinação de crianças contra covid-19, usando mentiras e corpo mole, nesta semana. Isso tem servido para reduzir as atenções à falta de comprometimento do presidente diante da tragédias das chuvas na Bahia e para a incompetência perante o descontrole da inflação. De um lado, o pacote de mentiras serviu para alimentar os seguidores negacionistas, que seguem dispostos a ir à guerra nas eleições pelo presidente. Para gerar indignação e, portanto, mídia gratuita, Bolsonaro chamou de "tarados" os que esperam ansiosamente por vacinar as crianças, atacou a Anvisa por liberar o imunizante para quem tem entre 5 e 11 anos e usou a própria própria filha para fins políticos, ao dizer que ela não será vacinada.

Por outro, a sabotagem da vacinação infantil perpetrada por ele, por seu ministro da Saúde e aliados, como a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), que chegou ao disparate de divulgar dados de médicos racionais para que sofressem assédio nas redes sociais, ajudaram a jogar cortinas de fumaça. Tanto sobre a falta de ações do governo federal perante às chuvas quanto diante do caos na economia.

Após ter ignorado a Bahia e ido tirar férias no litoral de Santa Catarina, divertindo-se com jet ski e carros de corrida, Bolsonaro armou um carnaval no hospital, aproveitando-se de uma obstrução intestinal causada por um camarão não mastigado. A saúde do presidente requer cuidados após a facada. Mas ele usou a própria vitimização para esconder do noticiário as 26 mortes, 520 feridos e 850 mil atingidos pela chuva no Sul da Bahia - números pelos quais estava sendo cobrado. Segue assim um padrão, uma vez que a sua internação de julho de 2021 foi utilizada para distrair as denúncias contra seu governo trazidas pela CPI da Covid.

Além disso, o ano começa com perspectivas de crescimento zero ou bem próximo disso, baixa geração de postos de trabalho de qualidade e queda no rendimento médio dos brasileiros. O que afeta principalmente a população mais vulnerável, grupo que apoia majoritariamente o ex-presidente Lula segundo as pesquisas de intenção de voto.

 Sakamoto

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