20 de julho de 2020

Governo quer comprar votos com proposta de tirar recursos do Fundeb para o Renda Brasil, denuncia deputado

Participação da União no Fundeb gera divergências na Câmara

A Câmara dos Deputados vai iniciar nesta segunda-feira (20) a votação da PEC do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).
O governo Bolsonaro tenta desidratar o texto, informam os jornalistas Paulo Saldaña, Danielle Brant e Bernardo Caram na Folha de S.Paulo. A proposta do governo é reduzir o repasse da União para o fundo, principal mecanismo de financiamento da educação básica.
No último sábado, o governo sugeriu que as novas regras do Fundeb só começassem a vigorar a partir de 2022 e que metade da complementação adicional de 10% da União fosse repartida com o Renda Brasil, programa que deve substituir o Bolsa Família.
O deputado Bacelar critica o governo por querer transformar o Fundeb de um fundo educacional para um fundo de assistência social. E diz que isto é "comprar o voto da miséria”. Segundo ele, a ideia de que as novas regras, com distribuição de recursos via Renda Brasil, comecem a valer em 2022, ano eleitoral, tem como propósito comprar votos com o novo Bolsa Família. 
O texto que diz que as novas regras do Fundeb só valeriam a partir de 2022 foi apresentado no sábado (18) a líderes partidários do chamado centrão. A proposta é rechaçada pela relatora da PEC, deputada Professora Dorinha (DEM-TO), informa a reportagem.

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